Homo sum: nihil humani a me alienum puto.


                 «Sou homem: nada do que é humano me é alheio.»
                                                            
                                                                                   Terêncio, Publius Terentius Afer (cerca de 170 a.C. - 160 a.C)
- Procuro que assim seja...
                 tanto na vida como na Arte!
  "ANGÚSTIA FRENTE À TELA"

Há uma inerte angústia me desafiando à luta...
implorando eutanásias na agonia dessa alvura...
me desafiando a desvirginar o vazio,
cheio de silêncios cúmplices...
de formas inexistentes...
de cores caladas,
prometidas, projetadas.

Sinto-me só, perdido, impotente
como criança abandonada na multidão da praça
na cidade desconhecida.

Angústias de Camus,
num Processo de Kafka...
a Musa prostituta me abandonou
e levou seu encanto de inspiração.
- Quero escrever um poema a cores,
faltam-me as palavras.

...E ela continua lá...
- branca de angústia,
fértil de sonhos -
à espera que a fecunde...


FRANCISCO CHARNECA,
Cuiabá 10.02.2007